Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, inicia apresentando que a tomada de decisão em cirurgia plástica vem incorporando, de forma crescente, uma visão mais ampla do cuidado, que considera não apenas o procedimento em si, mas todo o contexto físico e emocional do paciente. Essa abordagem, conhecida como saúde integrada, coloca corpo, mente e recuperação no centro do planejamento médico. Pensar de forma integrada, neste contexto, é essencial para reduzir riscos, melhorar a experiência do paciente e alcançar resultados mais consistentes.
Essa perspectiva amplia o papel da equipe médica e valoriza etapas que, muitas vezes, recebem menos atenção do que o ato cirúrgico em si. Se você está avaliando uma cirurgia, vale considerar não apenas a técnica, mas também como será conduzido todo o processo de cuidado antes e depois do procedimento. Saiba mais a seguir!
Avaliação global do paciente antes da cirurgia
Uma abordagem integrada começa na consulta inicial, com análise do histórico clínico, hábitos de vida, uso de medicamentos e aspectos emocionais que podem influenciar a recuperação. Fatores como qualidade do sono, nível de estresse e presença de doenças crônicas interferem diretamente no processo de cicatrização.

Segundo Milton Seigi Hayashi, essa avaliação permite identificar riscos e adaptar o plano cirúrgico às condições reais do paciente. Em alguns casos, a melhor decisão é adiar o procedimento para tratar questões clínicas ou preparar melhor o organismo. Esse cuidado prévio aumenta a segurança e contribui para um pós-operatório mais previsível.
Bem-estar emocional e expectativas realistas
Aspectos psicológicos também exercem papel importante na satisfação com o resultado, informa Hayashi, isso porque, a ansiedade excessiva, expectativas irreais ou pressões externas podem afetar tanto a percepção do resultado quanto a adesão às orientações médicas.
Conversar abertamente sobre motivações e objetivos é parte do processo terapêutico. Ao alinhar expectativas e esclarecer limites técnicos, o profissional ajuda o paciente a tomar decisões mais conscientes e a vivenciar a recuperação com menos frustração. Quando necessário, o encaminhamento para apoio psicológico pode fazer parte de uma estratégia de cuidado mais completa.
Recuperação como fase ativa do tratamento
Na saúde integrada, o pós-operatório não é visto apenas como período de espera, mas como etapa ativa do tratamento. Cuidados com a mobilidade, fisioterapia, controle da dor, alimentação e acompanhamento clínico fazem parte de um plano estruturado de recuperação.
Intervenções adequadas nesse período reduzem complicações, aceleram a retomada das atividades e contribuem para resultados mais estáveis. O suporte da equipe também ajuda o paciente a lidar melhor com as limitações temporárias e com as mudanças corporais, evidência Hayashi. Esse acompanhamento contínuo reforça a ideia de que a cirurgia é apenas um dos momentos do processo de cuidado.
Integração entre especialidades e trabalho em equipe
Dependendo do perfil do paciente e do tipo de procedimento, a atuação conjunta com outros profissionais, como anestesistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos, pode trazer benefícios adicionais. Essa integração amplia a capacidade de resposta a intercorrências e melhora a experiência global do paciente.
Milton Seigi Hayashi demonstra que a troca entre especialidades fortalece a tomada de decisão e reduz a fragmentação do atendimento. Cada profissional contribui com um olhar específico, criando um plano mais completo e ajustado às necessidades individuais. Esse modelo é especialmente relevante em cirurgias mais extensas ou em pacientes com condições clínicas associadas.
Decisões médicas centradas na pessoa, não apenas no procedimento
Ao adotar a saúde integrada como referência, a cirurgia plástica se afasta de uma lógica focada apenas na técnica e se aproxima de um cuidado centrado na pessoa. Isso significa considerar os impactos físicos, emocionais e sociais das decisões médicas.
Na visão do médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, esse enfoque contribui para resultados mais equilibrados e para maior satisfação no longo prazo. Quando o paciente se sente acolhido e bem orientado em todas as etapas, o processo se torna mais seguro e menos estressante.
Portanto, a saúde integrada consolida-se como um caminho para decisões mais responsáveis, recuperação mais eficiente e resultados que realmente contribuem para o bem-estar global do paciente.
Autor: Astranis du Fae