Quando se fala em dificuldade de atenção, o empresário Alexandre Costa Pedrosa explica que muitas pessoas imaginam alguém constantemente distraído, incapaz de permanecer concentrado em qualquer atividade por muito tempo. Porém, existe um fenômeno pouco compreendido que parece contradizer completamente essa ideia: o hiperfoco. Em determinados momentos, algumas pessoas conseguem mergulhar de forma tão intensa em uma atividade que praticamente perdem a percepção do tempo, do ambiente e até das próprias necessidades físicas.
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O que acontece no cérebro durante o hiperfoco?
O hiperfoco envolve um funcionamento específico dos mecanismos cerebrais relacionados à motivação, recompensa e controle da atenção. Diferente da concentração comum, esse estado cria uma absorção intensa por determinado estímulo, reduzindo significativamente a percepção de tudo o que está acontecendo ao redor. Durante esse processo, o cérebro passa a direcionar grande parte dos recursos mentais para uma única atividade, diminuindo a atenção sobre tempo, ambiente e outras demandas importantes do cotidiano. De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, isso faz com que a pessoa permaneça profundamente envolvida na tarefa sem perceber facilmente o que acontece ao redor.
Em pessoas com TDAH, por exemplo, existe alteração nos sistemas relacionados à dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer, interesse e motivação. Atividades consideradas altamente estimulantes conseguem capturar a atenção de maneira extremamente intensa, fazendo com que o cérebro permaneça fixado naquele estímulo por períodos prolongados. Esse funcionamento ajuda a explicar por que algumas pessoas conseguem passar horas concentradas em jogos, pesquisas, redes sociais ou interesses específicos, enquanto encontram enorme dificuldade para manter atenção em tarefas consideradas menos estimulantes.
Outro aspecto importante, segundo Alexandre Costa Pedrosa, é a dificuldade de alternar foco atencional. O problema não está apenas em prestar atenção demais, mas em conseguir sair daquele estado de concentração profunda. Muitas pessoas relatam dificuldade extrema para interromper a atividade, mesmo quando sabem que precisam realizar outras tarefas importantes. Isso pode gerar atrasos, desorganização da rotina e negligência involuntária de compromissos pessoais ou profissionais.

Por que o hiperfoco pode se tornar prejudicial?
Embora em alguns momentos o hiperfoco pareça produtivo, ele pode gerar impactos importantes quando interfere no equilíbrio da rotina. O primeiro problema costuma ser a perda de noção do tempo. Muitas pessoas passam horas concentradas em uma única atividade sem perceber quanto tempo realmente passou.
Como destaca o empresário Alexandre Costa Pedrosa, isso afeta sono, alimentação, compromissos e responsabilidades diárias. A pessoa pode ignorar mensagens, esquecer tarefas importantes ou negligenciar necessidades básicas simplesmente porque o cérebro permanece completamente absorvido pela atividade em questão.
Como lidar de maneira mais saudável com o hiperfoco?
O primeiro passo normalmente envolve consciência sobre o próprio funcionamento atencional. Muitas pessoas passam anos sem perceber que entram em estados intensos de hiperfoco. Quando existe compreensão sobre o fenômeno, torna-se mais fácil desenvolver estratégias para evitar excessos.
Como elucida Alexandre Costa Pedrosa, uma das técnicas mais importantes é criar limites externos para o tempo. Alarmes, pausas programadas e organização visual da rotina ajudam o cérebro a interromper ciclos prolongados de concentração antes que eles comprometam outras áreas da vida.
Outro ponto relevante é observar quais atividades mais desencadeiam hiperfoco. Algumas pessoas percebem maior tendência em jogos, redes sociais ou pesquisas específicas. Identificar esses gatilhos permite desenvolver estratégias mais conscientes de uso e evitar perda completa da noção do tempo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez